Programação reúne pesquisadores, movimentos sociais, comunidades atingidas, lideranças e representantes sindicais em atividades sobre saúde, meio ambiente, direitos humanos, soberania popular e alternativas ao atual modelo de mineração.
O 8º Encontro Regional Por um Novo Modelo de Mineração e a 8ª Jornada Universitária de Debate na Mineração promovem, entre novembro e dezembro, uma programação de atividades voltadas à discussão dos impactos socioambientais da atividade mineradora e à construção de alternativas ao modelo vigente.
A agenda reúne exposições fotográficas, exibições de filmes, mesas de debate, apresentações culturais e lançamentos de livros, com participação de pesquisadores, representantes de movimentos sociais, lideranças comunitárias, trabalhadores e integrantes de instituições de ensino.
Entre os temas previstos estão a resistência das mulheres à mineração, os impactos da atividade sobre a saúde dos trabalhadores e das comunidades, a educação em territórios atingidos por rompimentos de barragens e a cobertura jornalística do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ao longo de 11 anos.
Debates abordam Mariana e comunidades atingidas
A programação inclui atividades relacionadas às comunidades atingidas pela mineração, com destaque para Bento Rodrigues e Antônio Pereira, além de debates sobre as experiências de Mariana e Brumadinho.
No dia 5 de novembro, estão previstos um ato no território de origem de Bento Rodrigues e uma atividade na Praça Gomes Freire, no Centro de Mariana, com distribuição do jornal A Sirene.
No dia 12 de novembro, uma mesa intitulada “Mulheres em Resistência à Mineração: um ponto de encontro” discutirá a atuação feminina nos movimentos de resistência. Já no dia 19, pesquisadores e representantes de instituições e assessorias técnicas debaterão a abordagem midiática do rompimento da barragem de Fundão.
A programação também contempla discussões sobre conflitos socioambientais e saúde, mineração e educação em territórios atingidos por desastres, soberania popular e exploração de minerais críticos.
Mulheres, soberania e saúde em pauta
Entre os destaques da agenda estão as atividades previstas para os dias 25 e 26 de novembro, com debates sobre a participação das mulheres nas lutas contra o atual modelo de mineração, a dependência econômica da atividade mineradora e os impactos da exploração mineral sobre a saúde de trabalhadores e comunidades do Quadrilátero Ferrífero.
Também estão programadas discussões sobre a mineração e a siderurgia, além de reflexões sobre o papel das universidades públicas diante da exploração de minerais considerados estratégicos.
A programação inclui ainda o lançamento de livros que abordam a economia política da mineração, a crise estrutural do capital, a presença da atividade mineradora na literatura brasileira e os impactos da exploração de níquel, cobre e lítio.
Atividades culturais e formação
Além dos debates acadêmicos e políticos, o evento prevê exibições do curta-metragem Abuela grillo, apresentações culturais e exposições fotográficas organizadas por grupos e instituições participantes.
No dia 27 de novembro, a agenda inclui uma mesa sobre as lutas e resistências contra as violências da mineração em Congonhas, seguida de atividades culturais com a Guarda Mirim do Congado da Comunidade Quilombola de Santa Quitéria.
A programação se estende até 4 de dezembro, quando está prevista outra exibição do curta-metragem em escolas públicas de Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto.
As atividades serão realizadas em diferentes espaços de Mariana, Ouro Preto, João Monlevade e Belo Horizonte, além de uma mesa com participação on-line. A iniciativa busca ampliar o debate público sobre os efeitos da mineração e fortalecer o diálogo entre universidade, comunidades atingidas, trabalhadores e movimentos sociais.
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