Com menos de dez meses para as eleições de 2026, o cenário político em Minas Gerais ainda se mostra pouco movimentado na disputa pelo Palácio Tiradentes. Até o momento, apenas seis pré-candidaturas ao governo do estado foram colocadas publicamente, muitas delas com alcance eleitoral restrito ou ainda em fase inicial de articulação.
Entre os nomes já apresentados estão o atual vice-governador Mateus Simões (PSD), que surge como o principal representante da continuidade administrativa; o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB); o militante de esquerda e operário da mineração Rafael Duda (PSTU); a professora Maria da Consolação (PSOL); e o sindicalista Túlio Lopes (PCB), nomes ligados a partidos de menor expressão no cenário estadual.
Também tenta se viabilizar na disputa o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), figura mais conhecida do eleitorado mineiro e que ainda avalia os movimentos políticos antes de confirmar oficialmente sua candidatura.
O quadro atual revela um ambiente marcado por cautela, ausência de definições partidárias mais robustas e expectativa pela entrada de nomes com maior densidade eleitoral. Tradicionalmente decisiva no cenário político nacional, Minas Gerais segue, por ora, com uma disputa em ritmo lento, enquanto lideranças aguardam o amadurecimento do cenário e as articulações para a formação de alianças que podem redefinir a corrida ao governo nos próximos meses.
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