O vereador Ediraldo Ramos, de Mariana, divulgou uma nota pública na segunda-feira (26 de outubro) para reafirmar seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da dignidade e da cidadania da população LGBTQIAPN+. A manifestação ocorre em meio à repercussão de uma publicação nas redes sociais atribuída a um integrante do gabinete do vereador Samuel de Padre Viegas, que provocou críticas do movimento Mães da (r)existência.
No documento, Ediraldo repudia manifestações que, segundo ele, banalizam a violência, a perseguição, a discriminação ou o extermínio de pessoas LGBTQIAPN+. O parlamentar enfatiza que a violência contra essa população não deve ser tratada como motivo de piada nem utilizada como instrumento de disputa política.
“Não compactuo com manifestações de ódio, intolerância ou desrespeito à dignidade humana”, afirma o vereador na nota.
Ediraldo também destaca sua atuação na criação da Lei Municipal nº 3.578/2022, da qual é autor. A legislação instituiu uma política pública de inclusão profissional de pessoas transgênero e travestis no município, com o objetivo de ampliar oportunidades e enfrentar a marginalização histórica dessa população.
Segundo o parlamentar, a lei representa o compromisso de Mariana com a inclusão e a igualdade de oportunidades. Ele ressalta ainda que, embora a democracia permita divergências de opiniões, isso não justifica o preconceito, a desumanização ou a banalização da violência.
A manifestação de Ediraldo se soma às cobranças públicas relacionadas ao episódio envolvendo o assessor parlamentar. Na segunda-feira, durante a 35ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal, Samuel de Padre Viegas pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas pelo conteúdo publicado e anunciou que encaminharia as providências administrativas necessárias à exoneração do servidor, observadas as competências legais da Casa Legislativa.
Ao tornar pública sua posição, Ediraldo reforça a defesa do respeito à diversidade, da dignidade humana e dos direitos fundamentais, em meio ao debate sobre a responsabilidade de agentes públicos e de seus colaboradores diante de manifestações divulgadas nas redes sociais.
Por Cassiano Aguilar
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