Programação gratuita começa em Engenheiro Corrêa e segue para a comunidade de Mota, com espetáculos, atividades de lazer e ações de formação cultural que valorizam a memória e a identidade mineira.
O Festival Os Sons do Brasil 2026 começa a ocupar diferentes territórios de Ouro Preto com uma programação voltada à integração entre cultura, formação artística e participação comunitária. A primeira atividade anunciada para esta edição será realizada no sábado (17), das 9h às 13h, na Estação Ferroviária de Engenheiro Corrêa, com atrações gratuitas para moradores de todas as idades.
A programação inclui Rua de Lazer, apresentações dos artistas circenses da Trupe Circense Cia Un Duzotro e o espetáculo teatral Trem de Histórias. A proposta é proporcionar uma manhã de convivência, diversão e acesso à cultura, aproximando as manifestações artísticas da comunidade.
No dia 22 de outubro, o festival segue para a comunidade de Mota. Das 13h às 15h, na Casa de Cultura J. Mendes, o público poderá acompanhar o espetáculo Trem de Histórias e as apresentações da Trupe Circense Cia Un Duzotro.
O Festival Os Sons do Brasil conta com patrocínio do Grupo J. Mendes, por meio da Lei Rouanet, e da CSN Mineração, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A iniciativa tem apoio das prefeituras de Ouro Preto e Mariana, do Museu Boulieu e do Museu de Mariana, com realização da Bento Produção Cultural, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), do Governo de Minas e do Ministério da Cultura.
Teatro, música e memória em uma viagem pela cultura mineira
Com textos de Marcelino Xibil Ramos e Adriana Maciel e músicas de Adriana Maciel, Rodrigo Reis e Carlos Renatto, o espetáculo Trem de Histórias propõe uma viagem pelo patrimônio cultural e pelo imaginário popular de Minas Gerais.
A montagem combina teatro, música e tradição oral para apresentar histórias, memórias e causos transmitidos entre gerações. A narrativa percorre lembranças de São Miguel do Anta, Paraopeba, Ouro Preto e Mariana, reunindo episódios como o Causo da Mula Sem Cabeça, recordações da infância às margens do Rio Paraopeba e histórias inspiradas nas lendas e tradições das cidades históricas.
Ao destacar não apenas igrejas, ruas e construções, mas também os saberes, costumes e relatos de seus moradores, o espetáculo reconhece as comunidades como parte fundamental do patrimônio cultural. A proposta ressalta a importância da oralidade para preservar a memória coletiva e fortalecer a identidade dos territórios.
Com uma abordagem lúdica, Trem de Histórias aproxima arte, educação e memória, convidando o público a ouvir, compartilhar e reconhecer as narrativas que ajudam a construir a história de cada lugar. A imaginação conduz essa viagem, que reúne lembranças, conhecimentos e encontros, aproximando diferentes gerações por meio das histórias populares.
Trupe Sons do Brasil amplia o acesso à cultura
As atividades fazem parte da Trupe Sons do Brasil, ação formativa do festival que amplia a programação para além dos grandes palcos. A iniciativa leva espetáculos cênico-musicais a escolas, centros comunitários e espaços culturais, aproximando crianças, jovens e adultos da história e da diversidade da música brasileira.
A proposta é utilizar a arte como instrumento de formação, diálogo e integração, criando oportunidades de contato com diferentes linguagens artísticas e espaços de convivência. Ao chegar a comunidades e públicos diversos, a Trupe fortalece a relação entre cultura, memória e participação comunitária.
Festival valoriza a diversidade da música brasileira
Em sua quarta edição, o Festival Os Sons do Brasil se consolida como uma iniciativa dedicada à valorização da música e da cultura brasileira. Desde 2023, o projeto promove encontros entre artistas e públicos em Minas Gerais, reunindo diferentes sonoridades, gerações e territórios.
Nas três primeiras edições, o festival recebeu nomes de destaque da música brasileira, como Sandra Sá, Marcos Valle, Karol Conká, B Negão, Russo Passapusso e Mart’nália, entre outros artistas.
A programação também abre espaço para novos talentos e diferentes expressões musicais, com gêneros que vão do samba, choro, MPB e bossa nova ao baião, xaxado, axé, rock, música clássica e ritmos regionais.
Ao combinar apresentações artísticas e atividades formativas em diferentes comunidades, o festival amplia o acesso à cultura e reforça o papel da música e das artes na valorização da diversidade cultural brasileira.
Foto: Divulgação