5ª etapa de 2026 reuniu música brasileira, atividades infantis, educação ambiental e Feira Vale + Comunidade, atraindo moradores e visitantes e impulsionando a economia local.
O Parque Natural Municipal das Andorinhas, em Ouro Preto, foi tomado por cultura, música, lazer e atividades ambientais durante a 5ª etapa de 2026 do Andorinha Cultural. Realizado no último fim de semana, o evento gratuito reuniu famílias, moradores e visitantes em uma programação que aproximou o público da natureza e valorizou diferentes manifestações da cultura brasileira.
Com participantes de Ouro Preto, Belo Horizonte, Mariana, Itabirito, Ouro Branco, Alvinópolis, Santa Luzia, Conselheiro Lafaiete, Ponte Nova, São Paulo, Rio de Janeiro, Cariacica e Seropédica, o evento mostrou a capacidade do Parque das Andorinhas de atrair público de diferentes regiões e se consolidar como espaço de cultura, turismo, lazer e convivência.
Música brasileira em meio à natureza
A programação de sábado foi marcada pela valorização da música brasileira. O público acompanhou o lançamento do disco do Trio Choro Negro, seguido pela apresentação do Marcos Frederico Trio e pelo show do Wilson Dias Violeiro Duo.
A combinação entre música e natureza proporcionou uma experiência diferenciada aos participantes, colocando artistas e público em contato direto com um dos principais patrimônios naturais de Ouro Preto.
Para o violeiro Wilson Dias, a iniciativa representa uma importante conexão entre a arte, a história e o meio ambiente.
“Eu acho que o evento conecta a nossa viola, a nossa história com a natureza, com esse espaço tão magnífico. Para a gente que faz essa música plugada nesses elementos, estar aqui foi, sem sombra de dúvida, um presente”, destacou.
O músico também defendeu a continuidade do projeto e ressaltou a importância de levar a arte para espaços que valorizam a identidade cultural e ambiental.
“Eu espero que esse projeto continue por muitos e muitos anos e que a gente possa voltar muitas e muitas vezes e trazer a nossa arte, a nossa alegria para fazer parte dessa história”, afirmou.
Cultura e comunidade ocupam o Parque das Andorinhas
Idealizador e coordenador do Andorinha Cultural, Gilson Martins destacou que o projeto foi criado para aproximar a população da cultura, da natureza e do próprio território.
Segundo ele, a quinta etapa de 2026 reforçou o propósito de oferecer uma programação diversificada e acessível, capaz de reunir diferentes gerações em um mesmo espaço.
“Ao longo dos dois dias, moradores e visitantes puderam aproveitar uma programação diversificada, conciliando atividades culturais, educativas e de lazer em contato direto com o patrimônio natural de Ouro Preto”, afirmou.
Para o coordenador, a iniciativa também contribui para fortalecer os vínculos comunitários e criar novas formas de ocupação dos espaços públicos.
“O Andorinha Cultural nasce justamente desse desejo de aproximar as pessoas da cultura, da natureza e da comunidade, criando experiências que valorizam o território e fortalecem os vínculos entre as pessoas”, explicou.
Domingo foi dedicado às crianças e às famílias
No domingo, o Domingo no Parque levou uma programação especial para o público infantil e as famílias. Pintura facial, oficina de colorir, caminhadas guiadas, oficinas de meio ambiente, palestra do Corpo de Bombeiros e gincanas movimentaram o parque durante toda a manhã.
As atividades também resgataram brincadeiras tradicionais, como dança das cadeiras e Estátua Musical, além de oficinas de slime e pintura de desenhos inspirados em elementos do Parque das Andorinhas.
A presença dos personagens da Patrulha Canina foi outro destaque da programação. As crianças puderam dançar, interagir e tirar fotos, levando para casa uma lembrança do dia de diversão no parque.
Longe das telas, perto da natureza
A programação infantil também teve como objetivo incentivar o contato das crianças com a natureza, com outras pessoas e com atividades que estimulem a criatividade e a convivência.
“Pensamos o Domingo no Parque como um convite para as crianças deixarem um pouco as telas de lado e viverem experiências de verdade, em contato com a natureza, com outras crianças e com a família”, explicou Gilson Martins.
O coordenador ressaltou que o resgate das brincadeiras tradicionais foi um dos pontos positivos da programação.
“Foi muito bonito ver a criançada se divertindo com brincadeiras tradicionais, criando, brincando e fazendo novas amizades”, afirmou.
Segundo Gilson, os momentos de interação com os personagens também ajudaram a construir memórias afetivas para as crianças.
“Nossa proposta é mostrar que é possível brincar, criar e se movimentar longe das telas, valorizando a infância e a convivência em um espaço tão especial como o Parque das Andorinhas”, completou.
Foto: Divulgação