A ONG Instituto de Defesa dos Direitos dos Animais (IDDA) divulgou uma nota de repúdio após denúncias de ataques a cães comunitários registrados no Centro Histórico de Mariana. Segundo relatos reunidos pela entidade e por moradores da região, pelo menos três animais teriam sido feridos com objeto cortante em um intervalo aproximado de um mês, levantando a suspeita de reincidência.
De acordo com as informações, há indícios de que um mesmo indivíduo esteja circulando pela área portando um facão, fazendo ameaças e atacando os cães. As lesões apresentadas pelos animais possuem características semelhantes, o que reforça a hipótese de ações repetidas e direcionadas contra os cães comunitários que vivem na região.
A situação tem gerado preocupação entre moradores, protetores independentes e organizações de defesa animal, que alertam para o risco à integridade dos animais e para o clima de insegurança no entorno do Centro Histórico. O caso também reacende o debate sobre a proteção de animais comunitários e a necessidade de fiscalização mais rigorosa.
Em nota, o IDDA destacou que maus-tratos a animais configuram crime, conforme prevê a Lei Federal nº 9.605/1998, além de normas da legislação municipal. A entidade lembra que atos de abuso, ferimento ou mutilação são passíveis de responsabilização penal e civil.
A ONG pede o apoio da população para que qualquer atitude suspeita seja comunicada imediatamente às autoridades competentes e às entidades de proteção animal. Sempre que possível e sem colocar a segurança pessoal em risco, registros por fotos ou vídeos podem auxiliar na identificação do responsável.
O IDDA reforça ainda que os cães comunitários fazem parte do espaço urbano e dependem do cuidado coletivo. Para a entidade, denunciar casos de maus-tratos é um dever cidadão e uma ferramenta essencial para coibir crimes e garantir o respeito à vida animal em Mariana.
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