Mais do que assaltos ou furtos, o principal medo dos brasileiros em 2026 passou a ser cair em golpes digitais. Um levantamento divulgado neste mês pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Datafolha, revelou que 83,2% da população teme perder dinheiro em fraudes aplicadas pela internet ou pelo celular.
O crescimento dos crimes virtuais tem preocupado especialistas em segurança digital, principalmente diante do aumento de falsas promoções, clonagem de sites, links maliciosos e golpes realizados em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Segundo o especialista em cibersegurança Nader Ghoddosi, os criminosos utilizam estratégias emocionais para induzir compras impulsivas e convencer as vítimas a realizarem pagamentos rapidamente.
“O golpista trabalha com o senso de urgência. Expressões como ‘últimas unidades’, ‘promoção relâmpago’ e ‘só hoje’ fazem com que muitas pessoas ajam pela emoção e deixem de analisar os riscos da compra”, explica.
De acordo com ele, os golpes mais comuns envolvem lojas virtuais falsas, perfis fraudulentos em marketplaces, QR Codes adulterados e pedidos de pagamento antecipado via Pix ou boleto.
Confira orientações para realizar compras online com mais segurança
Especialistas recomendam atenção redobrada antes de finalizar qualquer compra pela internet. Entre os principais cuidados estão:
Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
Verificar se o endereço do site possui cadeado de segurança (HTTPS);
Conferir se há erros de digitação ou domínios suspeitos na página;
Pesquisar a reputação da empresa e avaliações de outros consumidores;
Priorizar pagamentos com cartão virtual, que oferece mais proteção em caso de fraude;
Evitar decisões impulsivas motivadas por promoções agressivas.
Outra recomendação importante é nunca clicar em links recebidos por mensagens desconhecidas ou redes sociais sem confirmar a autenticidade da loja.
O que fazer em caso de golpe
Caso o consumidor perceba que foi vítima de fraude, a orientação é agir rapidamente para reduzir os prejuízos.
A recomendação é entrar em contato imediatamente com o banco ou operadora do cartão para solicitar o bloqueio da transação, registrar boletim de ocorrência e reunir provas, como comprovantes, conversas e capturas de tela.
Também é importante formalizar reclamações em plataformas de defesa do consumidor para alertar outras pessoas sobre possíveis golpes.
Especialistas alertam que, com o avanço da inteligência artificial e de ferramentas digitais cada vez mais sofisticadas, os crimes virtuais tendem a se tornar mais convincentes e difíceis de identificar.
“A melhor forma de prevenção ainda é a informação. Em muitos casos, vale mais a pena pagar um pouco mais caro em uma empresa confiável do que correr o risco de perder dinheiro em uma oferta duvidosa”, conclui Ghoddosi.
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