A Secretaria Municipal de Saúde de Mariana divulgou esclarecimentos sobre o Boletim Epidemiológico referente ao período de janeiro a março de 2026, após análise dos dados consolidados pela Vigilância em Saúde. De acordo com o documento, o município registrou 557 notificações no período, com crescimento no mês de março, sem que isso represente, neste momento, um agravamento generalizado do cenário epidemiológico.
Segundo a pasta, foram contabilizadas 143 notificações em janeiro, 126 em fevereiro e 171 em março. O aumento observado no último mês pode estar relacionado tanto à intensificação das ações de vigilância quanto à ocorrência de eventos pontuais.
Entre os principais agravos registrados estão atendimentos antirrábicos, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), sífilis adquirida, casos de COVID-19 e notificações de violência interpessoal e autoprovocada.
No caso da COVID-19, houve elevação de casos em março, passando de 7 para 30 registros. A Secretaria atribui esse aumento a fatores sazonais e comportamentais, como a queda de temperaturas e maior permanência em ambientes fechados. Apesar disso, o município informa que o cenário de doenças respiratórias segue controlado, sem impacto na rede assistencial.
A Saúde destaca ainda que Mariana conta com um Plano de Enfrentamento das Doenças Respiratórias e um comitê de monitoramento responsável por acompanhar continuamente o quadro epidemiológico e definir estratégias de resposta. O acompanhamento é realizado de forma integrada nas unidades de saúde, incluindo a UPA 24h, o Hospital Monsenhor Horta e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Em relação aos atendimentos antirrábicos, foram registrados 143 casos no período, número associado principalmente à procura por profilaxia após exposição, o que indica orientação adequada da população, sem evidência isolada de aumento de ataques por animais.
Já as ISTs e os casos de sífilis apresentaram crescimento, possivelmente ligado à ampliação da testagem e à maior capacidade de detecção, além de eventual redução na adesão às medidas preventivas. Como resposta, o município ampliou a oferta de testes rápidos, intensificou campanhas educativas e mantém distribuição contínua de preservativos, inclusive com ações itinerantes em espaços públicos e instituições.
No campo da violência interpessoal e autoprovocada, foram registradas 52 notificações. A Secretaria ressalta que esses dados são oriundos de atendimentos na rede de saúde e não configuram indicadores de segurança pública. O município conta com rede de atenção psicossocial estruturada e ações voltadas à prevenção e identificação precoce dos casos.
De forma geral, a Secretaria reforça que o aumento das notificações está relacionado à maior sensibilidade do sistema de vigilância e não a um agravamento amplo da situação de saúde. O município segue com monitoramento contínuo e adoção de medidas baseadas em protocolos técnicos para prevenção, controle e assistência à população.
O boletim epidemiológico é elaborado com base em sistemas oficiais de informação em saúde e segue critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), servindo como instrumento estratégico para o planejamento e a tomada de decisões no município.
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