Requerimento apresentado na 17ª reunião ordinária da Câmara de Ouro Preto aponta falta de transparência e aumento da insegurança em bairros.
A ausência de respostas sobre a instalação de câmeras de videomonitoramento em áreas consideradas críticas voltou ao centro do debate na Câmara Municipal de Ouro Preto. O tema foi discutido durante a 17ª reunião ordinária, realizada na terça-feira (8), a partir da leitura do Requerimento nº 110, de autoria do vereador Luiz Gonzaga.
O documento solicita informações detalhadas ao Executivo sobre a instalação dos equipamentos no trecho entre a Capela São João e o bairro Morro São Sebastião. Entre os questionamentos estão a localização das câmeras prometidas, a existência de contrato para aquisição e instalação, prazos previstos, eventuais atrasos e a empresa responsável pela execução do serviço.
O requerimento também pede esclarecimentos sobre a possibilidade de expansão do sistema de monitoramento para outras regiões do município, além da existência de equipe técnica responsável pela operação e manutenção dos equipamentos.
A cobrança ocorre em meio ao aumento da sensação de insegurança relatada por moradores da região. O documento destaca, inclusive, o desaparecimento de uma jovem no trecho citado, fato que intensificou a preocupação da comunidade e reforçou a necessidade de ações concretas por parte do poder público.
Durante a discussão, o vereador Luiz Gonzaga adotou tom crítico ao cobrar transparência e efetividade. Segundo ele, já se passaram mais de um ano desde o episódio que mobilizou a população, sem que as medidas anunciadas tenham sido implementadas ou esclarecidas.
O parlamentar afirmou que, à época, houve promessa da Secretaria responsável pela instalação de novas câmeras em pontos estratégicos, como a Avenida das Andorinhas, mas até o momento não há informações sobre o andamento do projeto. Ele também ressaltou que a região segue com baixa iluminação e vulnerável a ocorrências.
“A comunidade cobra, e nós temos a obrigação de cobrar também. O que não pode é ficar sem resposta”, afirmou o vereador durante a sessão.
O requerimento estabelece prazo de 30 dias para que o Executivo apresente esclarecimentos formais. O autor reforçou que espera respostas objetivas, incluindo a confirmação sobre a execução ou não do projeto, indicando que, diante de eventual omissão, novas medidas poderão ser adotadas.
A discussão também evidenciou críticas mais amplas à gestão municipal, com apontamentos sobre a demora na execução de ações e a necessidade de maior eficiência administrativa, especialmente em áreas sensíveis como a segurança pública.
O Requerimento nº 110 foi aprovado por unanimidade, com 14 votos favoráveis, ampliando a pressão do Legislativo por transparência e respostas efetivas às demandas da população.
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