Mostra de Newton Godoy reúne pinturas que conectam memória, identidade e ressignificação da vida.
A Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras (AML), em parceria com a ALACIB, promove a exposição “Entre Memórias e Presente: Ressignificando a Vida”, do artista Newton Godoy. A abertura está marcada para o dia 10 de abril de 2026, às 19h, no Porão-Galeria da Casa de Cultura, em Mariana. A mostra ficará em cartaz até o dia 24 de abril, com visitação de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
A exposição reúne telas em óleo e acrílico que propõem um encontro sensível entre arte, memória e superação. A produção marca o retorno do artista à pintura após mais de uma década convivendo com o diagnóstico da Doença de Parkinson, transformando a arte em instrumento de autocuidado, estímulo à memória e reconstrução de sua trajetória.
Engenheiro civil por formação, Newton Godoy construiu uma sólida carreira na construção civil, com atuação também nas áreas comercial e administrativa. Na juventude, porém, a pintura já ocupava um espaço importante em sua vida, interrompido posteriormente pelas exigências profissionais.
Agora, aos 70 anos, o artista retoma a produção artística não apenas como expressão estética, mas como afirmação de identidade e resistência. As obras apresentadas dialogam com lembranças da juventude, emoções preservadas e experiências acumuladas ao longo dos anos, revelando uma produção marcada pela sensibilidade e pela esperança.
O processo criativo ganha ainda mais significado diante dos desafios impostos pela doença. Segundo a proposta da exposição, cada pincelada carrega não apenas cor, mas também memória, persistência e presença. A pintura surge como um espaço de escuta e diálogo entre as limitações do corpo e a necessidade de expressão da alma.
A trajetória de retomada artística contou com o apoio fundamental da família, além da orientação do professor Lúcio Magalhães, cuja atuação foi decisiva no incentivo e fortalecimento do processo criativo do artista.
Mais do que uma mostra de arte, a exposição convida o público a refletir sobre o envelhecimento, a memória e a possibilidade de ressignificar a vida em qualquer fase. A iniciativa reforça a arte como linguagem de cuidado, expressão e transformação, evidenciando que desafios de saúde não determinam o fim de uma história, mas podem inaugurar novos caminhos.
Aberta ao público, a exposição se destina a todos que acreditam na força da arte como instrumento de reconstrução e continuidade.
Foto: Cartaz / Divulgação