Ex-prefeito e ex-deputado afirma que preservar a memória do rompimento da barragem de Fundão é um ato de justiça e respeito às famílias.
O ex-prefeito de Mariana e ex-deputado federal Duarte Júnior, afirmou, em vídeo divulgado nesta quarta (28), que deseja ver implantado no município um memorial em homenagem às vítimas do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, no distrito de Bento Rodrigues. Segundo ele, a iniciativa representa um compromisso permanente com a memória, o respeito e a dignidade das vidas perdidas na maior tragédia socioambiental da história do país.
Ao defender a proposta, Duarte Júnior, destacou que memoriais não apagam a dor, mas cumprem um papel essencial ao manter viva a lembrança das vítimas e ao reconhecer publicamente a dimensão humana da tragédia. O ex-parlamentar comparou a situação de Mariana a outros episódios marcantes da história brasileira, como o acidente aéreo da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde um memorial preserva a memória das 199 pessoas que perderam a vida.
“Assim como em Congonhas, onde as vítimas jamais foram esquecidas, Mariana também precisa de um espaço que registre, de forma permanente, o que aconteceu em Bento Rodrigues. Foram 19 vidas interrompidas, histórias, famílias e sonhos que não podem ser apagados”, pontuou.
Para Duarte Júnior, a criação de um memorial vai além da simbologia. Trata-se de um ato de justiça histórica, capaz de educar as futuras gerações e reforçar a responsabilidade coletiva para que tragédias semelhantes não se repitam. Ele reforçou que a memória é uma ferramenta fundamental na construção de políticas públicas mais responsáveis e na cobrança por segurança, fiscalização e respeito às comunidades atingidas.
O rompimento da barragem de Fundão, controlada pela mineradora Vale, devastou o distrito de Bento Rodrigues, causou mortes, destruição ambiental em larga escala e impactos sociais que ainda são sentidos pela população da região. Passados anos do desastre, o debate sobre memória, reparação e prevenção segue presente na sociedade.
Ao defender a instalação de um memorial em Mariana, Duarte Júnior ressalta que lembrar é um compromisso ético com as vítimas e com a história do município. “Manter viva essa memória é uma forma de garantir que essas vidas não sejam reduzidas a números e que o país nunca se esqueça das consequências da negligência”, concluiu.
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